1. Ozônio na conservação de alimentos: como prolongar a vida útil em câmaras frias
O controle microbiológico em ambientes de refrigeração é um dos maiores desafios para a indústria alimentícia. Carnes, pescados, laticínios e hortifrutis, mesmo em ambientes frios, podem ser contaminados por microrganismos presentes no ar, nas embalagens ou nas superfícies internas da câmara. O ozônio, um gás com alto poder oxidante, vem sendo cada vez mais adotado como solução tecnológica e sustentável nesse contexto.
Estudos demonstram que o ozônio é eficaz na inativação de bactérias como Listeria monocytogenes, Salmonella spp. e Escherichia coli, além de fungos do tipo Penicillium e Aspergillus. Segundo pesquisa da Universidade de Purdue (EUA), a exposição controlada ao ozônio pode aumentar a vida útil de produtos frescos em até 30%. Estudos brasileiros da Embrapa também indicam melhorias significativas na qualidade microbiológica de carnes armazenadas com aplicação intermitente de ozônio.
Na prática, o ozônio é liberado em concentrações seguras dentro da câmara fria, atuando na descontaminação do ar e das superfícies. Ao oxidar lipídios e proteínas da parede celular dos microrganismos, ele impede sua multiplicação e disseminação. Diferente de outros sanitizantes, o ozônio se decompõe em oxigênio, sem deixar resíduos químicos.
Além de aumentar a segurança alimentar, o uso do ozônio reduz perdas logísticas e reforça o compromisso ambiental da indústria, atributos cada vez mais valorizados por consumidores e mercados internacionais.
2. Ozônio no controle de efluentes da indústria têxtil: redução real de DQO
A indústria têxtil é uma das que mais consome água e gera efluentes altamente carregados de corantes, tensioativos e compostos orgânicos complexos. O tratamento eficaz desses resíduos é crucial não apenas para o atendimento à legislação ambiental, mas também para a manutenção da reputação da marca e da cadeia de exportação.
O ozônio se destaca como tecnologia limpa e de alta eficiência para o tratamento de efluentes, especialmente na redução da Demanda Química de Oxigênio (DQO). Sua ação oxidante quebra cadeias carbônicas resistentes, promovendo a degradação de compostos orgânicos não biodegradáveis e aumentando a eficiência de sistemas biológicos subsequentes.
Em estudo publicado na Journal of Hazardous Materials, pesquisadores demonstraram que a ozonização de efluentes têxteis reduziu a DQO em mais de 60%, com melhora significativa na coloração e biodegradabilidade do efluente final. A própria Ortusolis, em parceria com uma grande indústria têxtil do estado do Ceará, alcançou reduções comprovadas superiores a 50% na DQO do efluente bruto, validando a tecnologia em cenário real e com laudos laboratoriais independentes.
A aplicação do ozônio pode ser contínua ou intermitente, com geração automatizada e dosagem precisa. O resultado é um sistema de tratamento mais confiável, com menor dependência de reagentes químicos e menor produção de lodo.
Além dos ganhos ambientais, a tecnologia melhora a imagem institucional da indústria e contribui para o cumprimento de metas ESG (ambiental, social e governança).
3. Ozônio em granjas: biossegurança reforçada contra vírus e bactérias
O controle sanitário em granjas avícolas é essencial para a sustentabilidade e segurança da produção, principalmente diante de ameaças como a influenza aviária, salmonelose e doenças respiratórias. Nesse cenário, o ozônio tem se mostrado uma ferramenta altamente eficaz e segura para reforçar a biossegurança das instalações.
Estudos científicos comprovam que o ozônio é capaz de inativar vírus envelopados, como o H5N1 da gripe aviária, por meio da oxidação direta das proteínas virais. Em pesquisa publicada na Applied Environmental Microbiology, verificou-se que o ozônio reduziu a carga viral em até 99,9% em ambientes experimentais. Ele também elimina bactérias como E. coli e Staphylococcus aureus em equipamentos e ambientes fechados, reduzindo significativamente o risco de surtos.
Na prática, o ozônio pode ser aplicado por nebulização controlada entre os ciclos de produção (vazio sanitário) ou por injeção contínua em reservatórios de água usados para dessedentação das aves. Também atua no controle de odores provenientes de matéria orgânica e fezes acumuladas, melhorando as condições de trabalho e o bem-estar animal.
O uso do ozônio como reforço da biossegurança é recomendado por manuais de boas práticas e contribui para evitar embargos sanitários em mercados exigentes como Europa e Ásia. Com a automação exclusiva da Ortusolis, o sistema pode ser programado e monitorado remotamente, garantindo praticidade, segurança e eficiência operacional.
4. Ozônio na piscicultura e carcinicultura: água mais limpa, animais mais saudáveis
Em sistemas intensivos de produção de peixes e camarões, a qualidade da água é um fator determinante para o sucesso do cultivo. Altos níveis de matéria orgânica, amônia, nitrito e patógenos comprometem a saúde animal e a rentabilidade do negócio. O ozônio se apresenta como um agente poderoso para o tratamento físico-químico contínuo da água.
O ozônio oxida compostos nitrogenados, reduz a carga bacteriana e elimina microalgas e vírus presentes na água de cultivo. Estudos da Aquaculture Engineering indicam que sistemas de recirculação com ozônio apresentam melhor desempenho zootécnico, com redução na taxa de mortalidade, melhora na conversão alimentar e aumento da taxa de crescimento.
Na carcinicultura, o ozônio demonstrou eficácia no controle de Vibrio spp., bactérias responsáveis por grandes perdas em cultivos de camarão. Ao criar um ambiente mais oxigenado e estável, o ozônio reduz o estresse dos animais e aumenta a eficiência geral do sistema.
Com a tecnologia da Ortusolis, o sistema pode ser adaptado para recirculação, tratamento por batelada ou aplicação direta no fluxo de entrada. Os equipamentos são automatizados e possuem controle digital, assegurando eficiência com total proteção aos animais.
O resultado é uma produção mais limpa, com menor uso de antibióticos, maior sustentabilidade ambiental e produtos com melhor aceitação nos mercados nacional e internacional.